sábado, 10 de março de 2018

OBRIGATORIEDADE DA INCLUSÃO DA DISCIPLINA DE LIBRAS NAS ESCOLAS DE VALENÇA

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O decreto 5626/2005 garante no artigo 3° que " a Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios".

Esta lei serve para consolidar um direito linguístico atribuído á comunidade surda brasileira. A de utilizar a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS como meio legal de comunicação, a qual é necessária ser aprendida pela sociedade, a fim de promover uma interação entre os indivíduos usuários desta língua e a sociedade que desconhece a mesma. E a maneira de inserir esta língua na comunidade, foi torná-la uma disciplina nas escolas, para ser estudada e aprendida, tornando os cidadãos bilíngues, aptos a inter-relacionar-se com pessoas surdas e deficientes auditivas usuárias da Libras.

Ou seja, essa lei visa desfazer uma barreira comunicacional existente entre indivíduos surdos e ouvintes, por obterem línguas e formas distintas de ver e estar no mundo, apesar de residirem no mesmo país. Estabelecer uma comunicação entre a sociedade majoritariamente ouvinte e uma minoria linguística, que por obterem uma limitação auditiva, na maioria das vezes, a comunicação oral, através dos sons produzidos pela fala são inviáveis.

Desta forma,  há a necessidade  e obrigatoriedade da inclusão da disciplina de Libras no sistema formal de ensino municipal, estadual e federal. Mas a esfera municipal, especificamente na cidade de Valença, não dá a devida atenção para esta temática, contribuindo para a permanência da barreira comunicacional e exclusão social desses indivíduos.

Neste caso, língua e exclusão social tem tudo haver, pelo fato da incompreensão das necessidades cotidianas deste grupo específico de valencianos que não são devidamente atendidas pela barreira comunicacional imposta deste tempos remotos. Que até o momento não houve políticas efetivas para reparar este dano, apesar das leis existentes.

Não estamos falando apenas de uma língua, mas de direitos constitucionais e sociais que são negligenciados por falta de uma comunicação satisfatória entre esses dois públicos. No qual o público com surdez são os mais prejudicados.

Ficam em um isolamento social,, no qual são amenizados quando encontram seus pares surdos, usuários da mesma língua em comum, que possibilitam a interação e relações interpessoais, troca de informações, auxilio na resolução de problemas compartilhados e várias outras questões que a comunicação através da língua de sinais pode proporcionar.

Sendo assim,  a língua de sinais não é só mãos que balançam no ar, ela é muito mais que isso. Ela representa a língua de um povo, uma identidade, uma cultura, uma ideologia, uma forma de estar no mundo, em que a maioria não os enxergam e não têm a mínima noção da importância, valorização e difusão da Libras entre os brasileiros. Por isso,  quanto mais rápida for a inserção desta disciplina na grade curricular das escolas do município de Valença, mais benéfico será para todos, que subirão mais um degrau em prol de uma sociedade mais justa e que respeita as diferenças.

Por: Igor Santos.



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