sábado, 24 de fevereiro de 2018

CIDADANIA E BEM ESTAR SOCIAL: SERÁ QUE TODOS OS VALENCIANOS TEM ACESSO A ESSE DIREITO?

No artigo 135 da Lei Orgânica do Município de Valença, garante que “ao município cumpre assegurar o bem-estar social garantindo o pleno de indivíduos, especialmente das pessoas portadoras de deficiências, aos bens e serviços essenciais ao seu desenvolvimento como pessoas humanas e seres sociais” (4° edição, 2008).

Em primeiro lugar, é necessário fazer uma atualização deste artigo, não só quanto ao termo utilizado para se referir as pessoas com deficiência, mas também, definir os critérios essenciais para garantir realmente o que a mesma promete.

Sendo assim, se cabe  ao município assegurar o bem estar especialmente das pessoas com deficiência desta cidade, por não vemos o atendimento nos serviços essenciais de forma acessível? Podemos tomar como exemplos as pessoas surdas ou com deficiência auditiva que precise utilizar qualquer um dos serviços ofertados aos cidadãos valencianos, enfrentará muitas dificuldades comunicativas, por serem usuários da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), a qual poucos lugares ou nenhum terão intérpretes desta língua ou pessoas qualificadas para prestar o atendimento devido. Além da falta de mais rampas e banheiros adaptados para cadeirantes, informações em braile e semáforos sonoros para cegos, dentre tantas outras situações que são importantes para atender esses cidadãos de forma digna.

Infelizmente a administração pública não prioriza prestar um serviço a este público de forma mais cuidadosa. Não por obterem algum tipo de deficiência, mas por necessitarem de equipamentos materiais e humanos que auxiliam seu bem estar numa sociedade.

É triste saber que as PCDs deste município não tem opções acessíveis que promovam sua autonomia ao acessarem diversos serviços como qualquer cidadão utiliza no seu cotidiano normalmente.

Desta forma cabe perguntar cadê a aplicabilidade desta lei no dia a dia desses valencianos? São conterrâneos esquecidos, maltratados, humilhados e abandonados pelo governo que deixa de fazer rampas alegando não ter recursos, mas gasta milhões com coffee break, não tem dinheiro para capacitar ou contratar intérpretes, mas tem para comprar tinta para pintar paralelepípedos a fim de receber seus colegas candidatos em período eleitoral. Não tem recursos para cuidar dos seus mas tem para manter suas regalias e futilidades que não são interessantes para o povo.

No fim das contas, esses cidadãos não são reconhecidos como tal, pelo pensamento retrógrado da sociedade em percebê-los como defeituosos e desnecessários. Onde não  há espaço para eles. Então, conclui-se desse pensamento que quanto mais impedi-los de serem incluídos melhor, restando-lhes apenas se enclausurar em suas casas e viver fora do caminho desses ditos "normais", que olham apenas para seus interesses a fim de garantir cada vez mais seu futuro nesse mundo capitalista, no qual  conseguir dinheiro a qualquer custo, vale mais que as pessoas.


Igor Santos.

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