domingo, 11 de dezembro de 2016

QUE PROFISSIONAL É ESSE? ENTRE O PROFISSIONALISMO E A CLANDESTINIDADE


O Tradutor e Interprete da Língua Brasileira de Sinais, é o profissional que está capacitado e habilitado para realizar a tradução e a interpretação da língua portuguesa para a de sinais e vice versa. E a competência linguística é a principal mão de obra para sua atividade.

Resultado de imagem para profissionalCompetência esta que é comprovada através de cursos de tradução e interpretação fornecidas por instituições da sociedade, reconhecida pelo Ministério da Educação. Como também, pela certificação de proficiência, o Prolibras. Tais formações são justificadas pelas responsabilidades linguísticas e sigilo de informações que os mesmos tem acesso.


Desta forma, aqueles que atuam nesta área sem a devida formação e competência linguística, corre o risco de cometer equívocos no exercício de sua função, assim como, manchar ou dar margem para desqualificar os outros profissionais perante a comunidade surda e demais parcelas da sociedade. 


Segundo a lei que regulamenta esta atividade profissional 12.319/2010, em seu artigo 7, afirma que: O intérprete deve exercer sua profissão com rigor técnico, zelando pelos valores éticos a ela inerentes, pelo respeito à pessoa humana e à cultura do surdo[...]”. O desrespeito a esse principio básico, pode gerar vários transtornos entre os profissionais que cumpre esta regra e estão dentro das qualificações regidas por lei e aqueles que atuam na clandestinidade. Entenda este ultimo como aqueles que estão fora dos critérios legalmente estabelecidos.


Esse rigor técnico é de suma importância. Pois para exercê-lo é necessário competência linguística. E na mesma lei citada anteriormente, no capítulo 7, inciso III, além de zelar “pela imparcialidade e fidelidade aos conteúdos que lhe couber traduzir; . É plausível que o interprete tenha a hombridade de reconhecer os momentos que certos conteúdos fogem de sua capacidade interpretativa, tendo a opção de passar para outro profissional ou se tiver tempo hábil, estudar para preencher as lacunas e atender as demandas do conteúdo a ser interpretado.


Cabe salientar também, que a clandestinidade para atuação nesta área, além dos problemas citados anteriormente, propícia à mão de obra barata, já que os mesmos que estão nesta condição, geralmente não se preocupam com a valorização da profissão, nem em receber seus honorários abaixo do que está estabelecido na tabela organizada pelos sindicatos e federações.


Esta situação gera uma injustiça e prejudica aqueles profissionais que lutaram para se qualificar e esta dentro do que rege a legislação atual, pois a mão de obra barata, não importando se é qualificada ou desqualificada, é atraente para aqueles que contratam este tipo de serviço. Mas o consumidor, no caso as pessoas surdas usuárias da língua de sinais, são os reais prejudicados, pois a depender das qualificações do profissional, podem esta assistindo uma interpretação que não condiz com a realidade e recebendo as informações equivocadamente. Por quanto, geralmente são colaboradores que não se adequaram as qualificações exigidas.


 Enfim, cabe aos que atuam nas sombras, procurar se adequar a lei, respeitar a tabela de honorários, valorizar-se e se posicionar em defesa da categoria, bem como, abraçar a causa. Pois esta é uma profissão essencial para proporcionar a acessibilidade e que está em ascensão na sociedade.


É valido salientar, que atuar dentro da legalidade favorece para uma concorrência justa, prezando pela qualidade interpretativa, bem como, cuidando para que os honorários estabelecidos sejam cumpridos pelos contratantes, além de fornecer uma mão de obra realmente qualificada.
SÍNTESE DO TEXTO EM LIBRAS.


REFERÊNCIA:



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